quinta-feira, 1 de maio de 2008


Rosy Beltrão

Era uma vez uma menina...
Não, não era não...
Agora me lembro!
Era uma boneca,
chamava-se Emília.
Terrivelmente sapeca,
inteligente e xereta
adorava fazer careta
e se meter com o Visconde
aquele que era
amigo do Marquês
Onde o saci pererê passeava
Lá estava ela...
metendo o dedinho
Era a boneca de Narizinho,
prima do Pedrinho
gostavam de comer
bolinhos aqueles de chuva,
que Tia Anastácia fazia,
mesmo que estivesse sol,
Era só ameaçar os pés doerem...
Ah! lá ia ela para cozinha
fazer bolinho de chuva
Só para depois sentar
todo mundo na sala
ao pé da cadeira
aquela de balanço
da vovó a dona Benta...
para ouvir as estórias
da Cuca e do Sapo Cururu.
E assim era a vida no sítio...
Aquele, lembra?
O Sítio do Pica-pau Amarelo.


A BRUXA
Augusta Schimidt


Que mulher mais esquisita

Avistei do meu jardim

Toda vestida de preto,

Chapéu roxo e cachecol

Voava numa vassoura

E parecia estar perto do sol.

De repente ela sumia

E atrás das nuvens se escondia,

Sua feiúra era tanta

Que a nuvem muito assustada

Corria... corria... corria.

A mulher era uma bruxa

Não sei se boa ou má

Só sei que era muito feia,

Feia mesmo, de assustar

Fiquei com muito medo

Que viesse me buscar.

Pedi ajuda ao vento

Que forte se pôs a soprar

Levando a bruxa pra longe

Do outro lado do mar.


Amizade

Amizade, amizade,
que nos traz felicidade,
e ilumina a cidade
de alegria e amor.

Vamos festejar
o nosso companheirismo,
enchendo de amor
este paraíso.

Meu companheiro
por isso eu te digo
você é meu amigo
conte sempre comigo.

(Escrito pela Beatriz da lista Gente Miúda)

Conclusões
Elza Beatriz

"Em boca fechada
não entra mosca."
Mas também
não entra nada!
"Quem não arrisca
nunca petisca."
E pelo petisco
se corre o risco.
A quem me quiser
só comportada
dou minha foto emoldurada...

O Cavalinho Branco
Cecília Meireles

À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.

O cavalo sacode a crina
loura e comprida

e nas verdes ervas atira
sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos a

alegria de sentir livres
seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!